Não quero rotular meus sentimentos, eu não preciso disso. Eu sei exatamente o que eu sinto e eu acho que as coisas ficam mais simples quando não colocamos nomes nelas. Para que por nome no bem que você me faz? Para que por nome na alegria que me traz? Para que por nome no brilho de um olhar? Para que por nome em um sentimento que eu nem mesmo eu sei que nome possuí? O importante é que eu me sinto bem, me sinto em paz, me sinto harmônica comigo mesmo. Tudo dentro de mim está em equilíbrio, tudo está em perfeita ordem. Parece que logo depois daquele vento do inverno ter passado e bagunçado tudo, a brisa fresca da primavera chega e põe cada coisa em seu devido lugar. Você tem sido essa brisa, uma brisa gostosa, aquela que balança nossos cabelos, aquela que traz o aroma do campo, aquela que traz a calma. Quando menos se espera, a brisa vem, em um primeiro momento ela te confunde, depois ela te dá a certeza e por outra vez te confunde, mas ela sempre traz felicidade. Quando o vento do inverno parecia me tirar tudo o que eu tinha, todas minhas forças, todas minhas alegrias, todas minhas boas memórias, a primavera chegou e aos poucos me preencheu com sua luz. Prefiro chamar o que eu sinto de brisa, uma brisa leve, que bate na janela quando se faz silêncio, assim como bateu em meu peito quando tudo era vazio. Não quero estragar tudo dando passos maiores que minhas pernas podem dar, eu tenho todo o tempo do mundo, nos temos todo o tempo do mundo. (spacegirlsloving)
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Coisas que eu gosto.
Coisas que eu não gosto
